quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Nobody

Sem música não sou nada.
"Quanto mais eu mexo mais afundo em mim; Eu moro em um cenário; Do lado imaginário; Eu entro e saio sempre quando eu tô afim..."
Sabe, eu nem sei porque eu estou aqui hoje, sendo que ninguém vai ler, e quando eu ler isso novamente, eu já passei para mais além. Mas senti uma vontade de vir aqui.
Vivo preso ao passado. Coisas que eu já vivi, e revivi mas não consigo me livrar, não sei o porquê disso tudo. Músicas, músicas, músicas: Fly away from here, Quem de nós dois, O que eu também não entendo. Uma vez me disseram que a historia surgiu com a escrita, e que a escrita é o que melhor retrata o passado. Porém se me perguntarem os fatos marcantes da minha vida, não mostrarei um livro, nem muitas palavras. Porém apenas uma música, nada mais.
Nunca consegui ser o que eu quis, nunca. Nunca consegui ser perfeito, ou até mesmo eu mesmo. Sempre corri com pressa, nunca fui um bom namorado, nem mesmo um bom surfista. Fiz mais coisas erradas do que certas, e nem sequer consigo seguir uma linha reta na minha vida. Mas, ao fim de tudo, o que seria vida? O que seria viver? Ao fim de tudo, o que resta são lembranças e mais lembranças.
O mistério da vida, ou da morte, ou do amor, ou do espaço. "Não é que eu queira reviver nenhum passado; Nem revirar um sentimento revirado; Mas toda vez que eu procuro uma saída; Acabo entrando sem querer na tua vida." Eu sempre quis escrever um livro sobre minha vida, acho que todos já quiseram. Mas nunca vou fazê-lo, não teria coragem. Eu cresci, mas esqueci de mostrar. Eu mudei, mas invés de mostrar, quis impressionar. Nada deu certo.
Estive andando em círculos a vida toda, olhando para o centro que é um grande nada. Estive preocupado com coisas despreocupantes, e despreocupado com coisas importantes. Meu jardim, gramado verde, com flores e árvores. Eu já te levei lá um dia, se lembra? E agora, são quase meia noite e eu estou na frente de um computador, lendo, escrevendo, lembrando e chorando. Ah, e eu nunca gostei de Introdução, Desenvolvimento e Conclusão, sempre fui direto ao ponto. Talves por isso eu nunca vivi.
Provavelmente essa é a ultima postagem desse blog.