terça-feira, 14 de agosto de 2007

Sonhos

É..., coisas mudaram e eu só percebi agora.
Ontem, estávamos indo para um passeio de família, eu e meu pai. Algo que eu não fazia a uns... Dois anos. Fomos visitar alguns familiares e tudo mais, me deparei com coisas completamente diferentes, estranhas. Foi ai que eu notei o quão grande era a distancia que eu criei deles, vi o quanto eu estava afastado, e me deparei com os meus sonhos de criança.
No carro, conversei com meu pai, meu herói, coisas que eu normalmente não conversava. Expus meus sonhos de crianças, e dos meus amigos, e mostrei as atuais vidas de cada um daqueles amigos. Notei, em meu desabafo mesmo, que muitas coisas tinham se descarrilhado de seu curso normal, e me espantei com tamanha desordem. Me vi em um mundo completamente errado e estranho, tal mundo que eu teimava em excluir da minha vida quando pequeno.
Drogas, Sexo e Rock'N'Roll.
Aos meus doze anos eu brincava de esconder, de pegar, de subir em arvores, e eu não me arrependo nenhum pouco disso. Hoje em dia, aos treze anos, uma "amiga" me pediu carona para ir a uma festa. Aos doze anos, eu me deparava com coisas do mundo 'adulto' (sexo, drogas, violência) e tentava seguir um caminho que me deixasse bem longe dessas coisas. Tal caminho me levou ao centro disso.
No carro com meu pai, eu vi a diferença entre meu pensar e meu agir. Ainda tenho aqueles sonhos de ir para a faculdade e construir uma casa cercada de arvores gigantescas com um quintal impecável de flores pelos arredores. Aquele cheirinho de plantas e natureza. Sonho de nunca parar de ajudar as pessoas a serem melhores do que já são, de ajudar e ajudar. Sonho de nunca parar de sonhar. Eu quase joguei isso tudo pela janela, vivendo no mundo de adultos que eu me conheci. Não tive escolha, é o único mundo que existe pra mim. Mundo que me fez cheirar cocaína, que me fez fumar maconha e beber até entrar em coma. Mundo que me fez ver meus amigos caindo e caindo cada vez mais. Mais foi o mesmo mundo que me deu a oportunidade de ver tudo isso, e de sacudir a poeira.
Eu vi como as coisas que eu fiz me deixaram cada vez mais distante de todos os meus princípios éticos, se podemos assim dizer. Família, amor, honestidade e paz. Esse foi o preço que eu paguei para cheirar, fumar e beber. Quase perdi o relacionamento com meus pais, me distanciei ao Maximo de minha família, que eu tanto amo, e de varias pessoas especiais. Talvez isso já nem tenha sido o causador, mais também perdi a pessoa mais especial que me surgiu.
Em um mundo de perdas e perdas, uma hora se deve abrir os olhos. E foi o que eu fiz. Agora eu estou mais velho, passei por toda essa parte da minha vida que chamam de adolescência do mundo. Comparando a direção da minha vida com o curso dos meus sonhos, vi uma diferença de 180°. Perdi muito tempo no meio desse monte de lixo, e agora eu tenho mais um objetivo: Fazer com que mais pessoas vejam isso. Espero não ser tão inutil a ponto de não conseguir nem ajudar meus amigos.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Para Trás

Certa vez disseram-me, para aprender a perder... Disseram-me o que fazer como fazer; ajudaram-me a fazer. Mas eu não consigo. Não entra na cabeça que eu poderia aprender a perder, perder tal coisa que não consigo viver sem.
Vem-me a questão, da qual não é questão de saber perder ou não, e sim de fazer ganhar. Não posso continuar sabendo que eu "aprendi" a perder a única coisa que realmente me fez viver. Não, eu não quero, não vou, não devo aprender a perder; se for dessa maneira não; não devo seguir em frente, se for para ficar dando com a cara no poste, ou se deparando com o final da festa novamente. Tentam-me fazer feliz, e não conseguem. Dizem que a causa sou eu, dizem que eu não quero sair dessa. Questionam-me o porquê que eu vivo assim, vivo sem querer se importar com as coisas. Eu realmente não me importo com o dia, com o clima, não me importo com provas difíceis nem com responsabilidades. Não me importo mais, porque a única coisa que realmente me importou já não é mais importância minha. Tantas pessoas legais ao meu lado, tentando incessantemente me tirar desse lago, e eu sem nem um pingo de gratidão sequer, sem nem levantar a mão para me ajudar.
Não posso sair agora, não terminei ainda, e enquanto não terminar não irei. Aprendi a cumprir a minha palavra, mesmo que de nada tenha o valor. Preciso seguir, preciso conseguir. Tenho que conseguir você novamente. E vou passar o tempo pensando nisso.
De nada valem palavras.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Sem Titulo

É, se realmente fosse verdade. Enfim, não é e eu não sei de mais nada. Dificil colocar um objetivo na sua vida novamente, depois de um anterior se arrancado de você assim de tal modo.
Finalmente ouvi meus amigos e estou seguindo em frente, ou melhor, estou finjindo em frente. Esses ultimos dias estão sendo um tanto turbinados para mim. Um embaralhado de palavras na minha mente, que só consigo expressa-las em minha cabeça. É, continua dificil. Tantas pessoas que falam de mim, e eu fico olhando-as e pensando em coisas boas, eu sou muito estranho gente. Deveria ficar chateado com quem mente para mim, com quem fala de mim ou algo do tipo, mais nada sinto. Como se eu nem notasse elas, só notasse quem realmente pudesse me prejudicar. É, é isso! Apenas noto quem me prejudica, porisso não noto ninguem, ou quase ninguem. Estou morrendo de dor de cabeça, na minha prisão, no meu mundo aqui.
As vezes é dificil escrever, dificil raciocinar e andar, não sei porque. As coisas são estranhas, complicadas, mas se você não as notar, não ira mudar em nada. Assim como tudo que os rodeia; Sistema de Saúde, estive lá essas semanas e jurei a mim mesmo nunca mais voltar. Sabe, não muda muito essas coisas, sempre na mesma hitoria de sempre... Caos no atendimento, relogio de atrazos e as pessoas idignadas. Mais indignadas e de boca calada porque nada fazem para mudar aquilo. Eu dificilmente preciso daquele tipo de atendimento, dificilmente fico doente. Mas a questão não é ficar doente, não é só aquele sistema que me afeta, todos que estão no meu dia-a-dia. Eu nunca tinha parado para pensar nessas coisas, eu ocupava a cabeça pensando e pensando, e analizando coisas que me afetavam diretamente.
Parei pra pensar em que mundo meu filho nascerá, e me deparei com isso. Vo esperar mais seis messes pra tentar mudar isso. Espero que eu consiga influenciar as pessoas, pessoas "manipuladas" que vivem ao meu redor. O meu mundo está se acabando.