domingo, 29 de julho de 2007

Razão do Amor

Era uma vez um anjinho muito distraído chamado AMOREL, que recebeu uma incumbência de Deus:- AMOREL, acabo de inventar os humanos. Eles estão classificados como homem e mulher, cada um tem seu par e já estão todos alinhados de par em par. Pegue esta bandeja de humanos e leve para que eles habitem a Terra.AMOREL ficou contente pois, há muito tempo, o Senhor não o chamava para tão nobre trabalho. O anjinho pegou a bandeja e ao virar uma esquina lá no céu, trombou com uma anjinha chamada AMANDA.A bandeja voou longe, e todos os casais de humanos se misturaram.AMOREL e AMANDA ficaram desesperados e foram contar para Deus o ocorrido e o Senhor falou:- Vocês derrubaram, vocês juntarão! Porém, parece que Deus se esqueceu que os anjinhos eram distraídos. E é por isso que a cada dia os casais se juntam e se separam. Os dois anjinhos, trabalham incessantemente para que os casais originais se encontrem.
O trabalho é muito difícil, tanto é, que por muitas vezes eles juntam casais errados, pois os humanos espalhados ficam inquietos e cobram o serviço dos anjinhos, o tempo todo.
Quando os humanos se mostram muito desesperados, os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois percebem o engano e os separaram, e por muitas vezes, esta separação é brusca, pois não se tem tempo a perder.Recebi um bilhete dos dois anjinhos e vou mandar pra você agora."Se você é um humano, queremos pedir desculpas pela nossa distração, pois errar não é só humano! Estamos trabalhando com empenho, porém, sempre contando com a ajuda de vocês. Não se desesperem mas também, não se isolem. Tentem se mostrar realmente, quem é cada um de vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de verdade, vai tornar o nosso trabalho mais fácil. Aproveitamos a oportunidade, para nos desculpar pelas separações abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno, mas se nós o separamos de alguém, é por que em algum canto vimos alguém bem mais parecido e por isso precisamos isolá-los para facilitar o encontro."

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Mariana

Pela rua ela passa, passa e olha para os lados livre de preocupação...
Olhares tenebrosos e livres, livres de toda tortura desse mundo, e cheio de ternura de sonhos e encantos.
Toque leve, meigo e tenso. Sem saber o que irá acontecer, saber o que fazer. Faz-se.
Mariana de encantos e mistérios, de bom humor de risos sinceros.
Embeleza a vida, leves respiros, e desejos famintos.
Mariana que pula o muro, que rouba bolacha do pacote e que anda de bicicleta sem medo, sem temor.
Sinceridade, ternura e simplicidade, com seu toque renovam e prosperam. Que encanta e que muda, do bem para o maravilhoso.
Mariana dos olhares, seduções e paixões. Mistério e audácia.
Mar de beleza, mar de pureza.
O teu olhar sempre me engana, e me deixa sem direção. Apenas olho e olho, e vivo a olhar Mariana.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Funebres Inteligencias

Amo-te mais que o sol à lua
Preciso mais que as plantas da água
Sem você nada serei
Sem você não viverei

E por mais que tento fingir
Quanto mais tento me esconder
Mais a tona vem esse sentimento me fazer
E mais ainda fico tentado a você

Sempre pego rosas com espinhos
E nunca transformo água em vinho
Pássaros voam ao meu redor
Para sempre serás meu amor maior

Poemas não se fazem mais como antigamente
Um amontoado de palavras imundas
Penúria e desordem com toque de pecado
E nunca se fará certo o infinito

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Infinitamente

Entre todas é você que vejo
Sobre tudo é quem quero
Por minutos é quem espero
Entre tudo é você que desejo.

Demasia de calor
Frio e rancor
Outono de lembranças se vem
Falta de amor se tem.

Inverno que se confunde com inferno
Com impurezas e razões
Com amor e emoções
Com tristezas e tentações.

E mais uma vez meu dia acaba
Com uma vontade de mudar e mudar
Fico preso ao meu passado nublar
Sentimento vazio e sem nada.

Nada mais consigo escrever
Nada mais consigo pensar
Apenas você, você, você
E apenas amo, amo e te amo.

Meu futuro se vem
E eu sem pensar em nada nem ninguém
Meu futuro será feito de momento
De luta, de verdade e de sofrimento.